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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Funcionamento de franquias, que exigem investimento a partir de R$ 4 mil iniciais


13/04/2012 - 07h00

Conheça franquias para abrir em casa a partir de R$ 4.000

Afonso Ferreira
Do UOL, em São Paulo
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Dormir algumas horas a mais, não ficar preso no trânsito e não ter de aguentar o mau humor do chefe são atrativos para quem deseja abrir uma empresa e trabalhar de casa. Algumas franquias já operam nesse formato, conhecido como "home based".
Com baixo valor de investimento, a partir de R$ 3.900, e rendimentos que podem chegar a R$ 100 mil, a operação do negócio pode ser executada em um escritório montado dentro da casa do franqueado.

Na maioria dos casos, os franqueados recebem os pedidos por telefone ou e-mail e vão até o cliente para prestar o serviço. É o caso das franquias de manutenção predial, cuidadores de pessoas, reforço escolar, jardinagem, limpeza comercial e automotiva.

Conheça franquias no formato home based

Foto 4 de 13 - Doutor Faz Tudo, manutenção predial: investimento inicial a partir de R$ 20 mil e faturamento médio mensal de R$ 22 mil. O franqueado vai até o cliente para efetuar os reparos, não há necessidade de recebê-lo em casa Divulgação
O custo de funcionamento da empresa também é menor, uma vez que o empreendedor não tem de pagar o aluguel do ponto de venda. Os gastos com energia elétrica, água e telefone já estão incluídos no orçamento doméstico e terão apenas um acréscimo no valor. "São basicamente as mesmas despesas domésticas. Não mexe muito no orçamento", afirma André Friedheim, diretor da Francap, consultoria especializada em franchising.

Negócio requer automotivação e disciplina

Ser um franqueado em casa exige também uma disciplina exemplar do empreendedor e talento para vendas, já que a busca por potenciais clientes é mais difícil do que para quem tem um ponto fixo em um local de grande circulação de pessoas.
"É preciso ter uma veia comercial aguçada para buscar o cliente. A qualidade do serviço prestado tem de ser muito boa", declara Friedheim.
No ambiente familiar, também é mais fácil haver distrações e até mesmo a mistura de assuntos pessoais com os da empresa. "Em um ponto comercial, o empresário fica mais focado no trabalho. Em casa, tem a TV ligada, o cachorro latindo, o filho gritando e uma série de fatores que podem desviar a atenção", afirma Artur Hipólito, diretor de microfranquias da ABF (Associação Brasileira de Franchising).

Ser organizado e ter a capacidade de se automotivar também são características importantes para quem pretende trabalhar em casa. Por estar sozinho e não ter contato diário com colegas de trabalho, o empresário pode, em alguns momentos, se ver desmotivado a tocar o negócio.
"Não adianta o franquedo começar o trabalho às 12h e logo em seguida fazer uma pausa de duas horas para o almoço. Ele tem de cumprir horários", diz Hipólito.

Suporte do franqueador ajuda na gestão

Os tipos de serviços oferecidos pelas franquias em casa, em geral, podem também ser realizados por um trabalhador autônomo. No entanto, uma das vantagens de estar ligado a um fanqueador é o controle da gestão.
"O franqueador traz conceitos de marketing, finanças e administração que o empreendedor pode não ter. Todo o trabalho dele é acompanhando e há uma cobrança de resultados."

Trabalhar em casa não é sinônimo de informalidade ou amadorismo. Além do monitoramento constante por parte do franqueador, é preciso todos os requisitos legais para funcionar, como CNPJ e pagamento de impostos.

Aparência do local de trabalho deve ser profissional

Mesmo localizada em bairros residencias, a operação de um franqueado pode ser bem-sucedida. Normalmente, o franqueador é quem avalia se vale a pena abrir uma unidade naquele determinado local e se haverá público na região. Em outros casos, o escritório pode estar na periferia, mas a prestação do serviço acontece em zonas comercias, no endereço do cliente.

Eventualmente, há a necessidade de receber um cliente ou um fornecedor em casa. Nessa hora é preciso alguns cuidados especiais com a organização e higiene do espaço. O diretor da Francap recomenda que o local de trabalho seja tratado como um escritório e tenha a aparência de uma empresa.
"O empreendedor não pode atender um cliente sentado na cama. Ele pode fazer uma sala de reuniões em uma parte isolada da casa e parecer o menos caseiro possível."

20/04/2012 - 07h00

Saiba calcular os custos de uma franquia

Afonso Ferreira
Do UOL, em São Paulo
Entre começar uma empresa do zero e investir em um modelo de franquia, muitos empreendedores ficam com a segunda opção. O setor de franquias vive um bom momento. Segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising), o faturamento foi de R$ 88,8 bilhões em 2011, um crescimento de 16,9% em relação ao ano anterior.
Porém, o empreendedor precisa saber que existe uma série de exigências, taxas e condições contratuais. É importante ainda conhecer o mercado onde se vai atuar, colher o máximo de informações sobre a marca escolhida e tomar alguns cuidados para não sair no prejuízo.

Clique e vejas as 5 principais taxas das franquias

UOL

Taxa de franquia

Valor pago pela assinatura do contrato e adesão ao sistema de franquia. Quanto maior o reconhecimento da franquia no mercado, mais alto é o valor cobrado.

Calcule o total de recursos para iniciar

Segundo a consultora jurídica e estratégica especializada franchising, Melitha Novoa Prado, o primeiro passo para o empreendedor se tornar um franqueado é fazer uma avaliação das próprias habilidades. Ao definir o seu perfil, ele tem mais condições de buscar empresas compatíveis com os seus ideais.

Na escolha da marca, é importante conhecer e comparar as taxas e calcular o total de recursos para iniciar. Os principais custos para inaugurar uma unidade franqueada são a taxa de franquia, uma adesão ao sistema de franchising e os gastos com a instalação da empresa, que vão desde a compra dos móveis e equipamentos até o projeto arquitetônico do local.
Além disso, é necessário ter e comprovar capital de giro e uma reserva em dinheiro para suprir as necessidades iniciais da empresa. 

Verifique as taxas mensais

Já com a unidade franqueada em funcionamento, há ainda duas taxas mais comuns, a de publicidade, referente às ações de divulgação da marca e dos produtos, e os royalties, uma espécie de licença para continuar utilizando o nome do franqueador.
Normalmente, estas cobranças são mensais, porém, cada franquia tem autonomia para recolher estes recursos de outras maneiras.

"A taxa de publicidade, por exemplo, pode ser um rateio. O franqueado paga um valor ao franqueador apenas quando há campanhas promocionais ou lançamentos de produtos. No restante do tempo, ele é isento da taxa", declara a consultora.

Compare os gastos com os ganhos

Após conhecer os gastos, é preciso avaliar também se os ganhos compensam e como deve ser feita a gestão. Para isso, o empreendedor deve conhecer o faturamento médio, a lucratividade e o prazo de retorno do valor investido, além de saber como funciona o fluxo de caixa.
O empreendedor não deve apenas contar com as informações oferecidas pela franquia, é bom ir a campo e visitar donos de unidades para ouvir sua opinião. "É importante  conversar com franqueados e descobrir quais problemas eles enfrentam. Um grande erro é se tornar um franqueado sem ter noção do que é este modelo de negócio."

Faça contato com o franqueador

Quando um empreendedor identifica uma franquia compatível com seu perfil, o primeiro contato informando o interesse em se tornar um franqueado pode ser via telefone ou e-mail. Será necessário o envio de algumas informações e documentos, como RG, CPF, comprovante de capital para investir, imposto de renda e outros, conforme a negociação avançar.

Durante esse processo, a consultora recomenda pedir informações claras sobre as taxas a serem pagas. Dependendo da área de atuação e da localização, algumas são cobradas e outras não.
Além disso, a forma de cobrança é variável e pode ser um valor fixo ou uma porcentagem sobre o faturamento bruto ou líquido. "É importante questionar o franqueador no processo de seleção e buscar o maior número de informações possíveis."

Contrato deve ser avaliado com cuidado

O presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e franquias, Batista Gigliotti, alerta que o empreendedor deve ler na íntegra toda a documentação do contrato.
Se houver dificuldade para entendê-la, é aconselhável procurar auxílio de um advogado. "Existem empresas franqueadoras que não estão regulamentadas na ABF e podem oferecer riscos maiores."

De acordo com Gigliotti, o empreendedor também deve se atentar ao tempo de existência das empresas no mercado e desde quando elas aderiram ao sistema de franchising. Uma franquia com pouco tempo de adesão à modalidade tende a oferecer mais riscos.
"O empreendedor paga mais caro para ser franqueado de uma marca consolidada, porém recebe maior expertise de mercado", diz.

Outro cuidado importante, segundo o presidente da Fran Systems, é não acreditar que, por ter o suporte do franqueador, o negócio vai crescer sozinho sem que haja esforço na administração. "São os olhos do dono que engorda o gado. O empreendedor tem de estar presente e fazer a empresa funcionar", afirma.
0/04/2012 - 07h00

Conheça os prós e contras de investir numa franquia

Afonso Ferreira
Do UOL, em São Paulo
De um lado, uma estrutura de gestão pronta para apoiar a empresa. Do outro, a pouca liberdade para apostar em novas oportunidades ou tomar decisões. Para falar sobre as vantagens e desvantagens das franquias, o UOL conversou com especialistas e consultores na área.
De acordo com Batista Gigliotti, presidente da Fran Systems, consultoria em desenvolvimento de negócios e franquias, entre as principais vantagens, está o fato de o empreendedor receber todo o conhecimento de mercado e gestão do franqueador, o que reduz os riscos.
Não é preciso elaborar um plano de negócios, por exemplo, pois a matriz franqueadora já oferece informações sobre a venda do produto ou serviço e o gerenciamento da empresa. "O empreendedor não é solitário, ele tem a quem consultar no momento de tomar decisões." Além disso, é o franqueador que determina o preço de venda.
Outra vantagem é trabalhar com uma marca reconhecida. Se o público já conhece a empresa, não há a necessidade de grandes investimentos em publicidade. Por causa disso, ainda, é possível economizar na compra de material e na instalação do negócio. "Se o franqueador tem um nome forte no mercado, há mais flexibilidade nas negociações do ponto de venda e na aquisição de insumos", diz.

Veja as diferenças entre franquias e
modelos próprios de negócios

FranquiasModelo próprio
Suporte do franqueador na gestãoEmpreendedor gerencia sozinho
Nome reconhecido pelo públicoMarca nova no mercado
Franqueador escolhe o ponto comercialEmpreendedor escolhe o ponto comercial
Plano de negócio é elaborado pelo franqueadorEmpreendedor tem de pesquisar e montar o próprio plano de negócio
Baixo investimento em publicidadeAlto investimento em publicidade
Criatividade e autonomia limitadasMaior liberdade para inovar e decidir
Pagamento de taxa de franquia e royaltiesMarca criada pelo próprio empresário
Franqueador determina o preço de vendaEmpreendedor determina o preço de venda
Franqueado tem de se adaptar ao perfil do franqueadorEmpreendedor cria perfil da empresa, valores e missão
Necessidade de comprovar renda e capital de giro para abrir a operaçãoEmpreendedor não precisa comprovar renda e capital de giro, mas precisa calcular e reservar os valores necessários para garantir aberturada empresa

Criatividade e autonomia são limitadas

No entanto, lidar com um modelo de negócio pronto tem suas desvantagens. Na opinião do professor do programa de administração e varejo da FIA (Fundação Instituto de Administração) Claudio Felisoni de Angelo, o franqueado tem menor liberdade de atuação do que um empresário que cria o próprio negócio.

"Na franquia, compra-se uma roupa pronta. O empreendedor tem de se adaptar a ela e não ela se adaptar a ele. A criatividade é limitada. Os produtos e a forma de atuação do franqueador também", declara.

Até na escolha do local de atuação, a decisão fica a critério do franqueador. O empreendedor pode até sugerir uma região onde acredita que o negócio possa dar certo, mas a palavra final é da matriz.
"O franqueador pode recusar a sugestão do empreendedor e oferecer outros locais onde tem planos de expansão. Cabe ao empreendedor avaliar se é vantajoso ou não. É uma escolha muito limitada aos interesses da empresa."



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